FALSE

Page Nav

SHOW
SHOW
HIDE
LIST_STYLE
TRUE
TRUE
FALSE

Gradient Skin

Gradient_Skin

Breaking News

latest

Caiado e Zema passam vergonha nas pesquisas e podem sair da eleição menores do que entraram

Governadores de Goiás e Minas Gerais não conseguem transformar exposição e força de seus estados em intenção de voto; cientista político P...

Governadores de Goiás e Minas Gerais não conseguem transformar exposição e força de seus estados em intenção de voto; cientista político Paulo Melo vê erros graves de comunicação e estratégia nas duas campanhas

Caiado e Zema passam vergonha nas pesquisas e podem sair da eleição menores do que entraram.png

Os números da disputa presidencial acendem um sinal de alerta para Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Apesar da exposição nacional e do peso político dos estados que governam, os dois aparecem com desempenho modesto no levantamento: Caiado registra 3,3% das intenções de voto, enquanto Zema tem apenas 1%.

Os resultados são particularmente constrangedores quando comparados aos de candidatos com estruturas partidárias menores. Augusto Cury (Avante) aparece com 7,8% e Renan Santos (Missão), com 7,6%. Caiado está abaixo dos dois. Zema, além de perder para Cury e Santos, também fica atrás de Pablo Marçal (PRTB), que registra 1,9%.

Na liderança do levantamento está Lula (PT), com 43,4%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 33,7%.

Para o cientista político Paulo Melo, o problema de Caiado e Zema vai além dos números da pesquisa e passa diretamente pela maneira como as duas pré-candidaturas vêm tentando se apresentar nacionalmente.

“As campanhas de Ronaldo Caiado e Romeu Zema estão totalmente erradas. Eles não estão conseguindo se comunicar com a imprensa, não falam com o povo e, mesmo com toda a exposição nacional que uma candidatura à Presidência proporciona, não conseguem transformar essa visibilidade em votos. Uma campanha presidencial é uma oportunidade gigantesca de apresentar um político ao Brasil. Quando o candidato recebe toda essa exposição e continua patinando nas pesquisas, há um problema evidente de comunicação, estratégia e posicionamento”, avalia Melo.

Governadores de Goiás e Minas Gerais não conseguem transformar exposição e força de seus estados em intenção de voto.jpeg

O peso de Minas e Goiás
O desempenho ganha outra dimensão quando se considera a importância eleitoral dos estados governados pelos dois presidenciáveis.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com cerca de 16,4 milhões de eleitores. Goiás, por sua vez, possui aproximadamente 5,1 milhões de eleitores.

São bases eleitorais relevantes e que proporcionaram a Zema e Caiado anos de exposição, estrutura política e oportunidades para construir pontes nacionais. Ainda assim, os números apresentados pelo levantamento indicam que essa força estadual não está sendo convertida, até agora, em preferência para a Presidência da República.

No caso de Zema, a situação é ainda mais delicada: com apenas 1%, ele aparece abaixo de Pablo Marçal e muito distante de Cury e Renan Santos. Caiado apresenta desempenho superior ao governador mineiro, mas seus 3,3% também o deixam atrás dos candidatos do Avante e do Missão.

Para Paulo Melo, uma campanha presidencial que deveria funcionar como plataforma de crescimento pode acabar provocando justamente o efeito contrário.

“Caiado e Zema deveriam estar usando a eleição para crescer nacionalmente. Do jeito que as campanhas estão sendo conduzidas, existe o risco de acontecer justamente o contrário: entrarem grandes como governadores e saírem menores politicamente do que chegaram. Estar atrás de Augusto Cury e Renan Santos, e, no caso de Zema, também de Pablo Marçal, é um sinal de que a estratégia precisa ser revista urgentemente”, afirma Melo.

Exposição sem conversão em votos
O problema central, portanto, não é simplesmente estar longe da liderança neste momento. Uma candidatura presidencial também pode ser utilizada para ampliar conhecimento, construir uma imagem nacional, estabelecer novas alianças e preparar um político para disputas futuras.

É justamente nesse aspecto que o desempenho de Caiado e Zema preocupa.

Os dois chegaram ao cenário presidencial com a credencial de governadores e com a expectativa de transformar suas administrações estaduais em vitrines para o restante do país. Entretanto, se a exposição aumenta e as intenções de voto permanecem em patamares tão baixos, a campanha deixa de ser apenas uma oportunidade e passa a expor os limites eleitorais dos candidatos.

Para reverter esse quadro, Caiado e Zema terão de encontrar uma maneira de furar suas respectivas bolhas estaduais, conversar diretamente com o eleitor e transformar presença na mídia em identificação popular.

Caso contrário, a eleição que deveria consolidá-los como lideranças nacionais poderá produzir uma consequência politicamente dolorosa: eles podem chegar ao fim da disputa menores do que eram quando decidiram entrar nela.

A pesquisa da AtlasIntel ouviu 5.014 eleitores em todo o território nacional, de 25 a 30 de agosto de 2026. A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07972/2026. Custou R$ 75.000. Foi pago com recursos próprios da  da AtlasIntel.

Nenhum comentário

Colégio Objetivo